Área de Concentração: Saúde Mental nos Contextos Institucionais
A saúde é considerada na contemporaneidade como fruto de um processo biopsicossocial indissociável. Assim, falar de saúde mental pura e simplesmente, descolada de aspectos outros, é algo vazio de sentido. Ao abordar a saúde mental tem que se considerar os aspectos que estão no entorno da mesma considerando a interdependência e interdeterminação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Os fatores sociais estão organizados, e atuam sobre o indivíduo, a partir de instituições como família, escolas, organizações nas quais o indivíduo trabalha, organizações de suporte social como ONGs (Organizações não Governamentais), instituições de atendimento e atenção à saúde como UBS (Unidade Básica de Saúde), CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) hospitais e CR (Centros de Referência) entre outras. Entendendo "Instituição" como um construto que engloba preceitos, valores, regras, fazeres e ações, tais instituições podem interferir positivamente ou negativamente no processo saúde-doença dos indivíduos ao longo de todo seu ciclo vital. Conhecer e atuar sobre os aspectos de interferências negativas, redirecionando-os para o desenvolvimento de interferências positivas e garantidoras de saúde mental à população é uma tarefa possível e viável e nesta atuação se concentram as atividades deste programa de mestrado profissional.
Linhas de Pesquisa
Linha 1: Saúde mental e os diferentes contextos institucionais de desenvolvimento da criança e do adolescente
Partindo do conceito biopsicossocial de saúde, esta há de ser vista de forma integral no ser humano em interação com seu entorno. Com enfoque na saúde mental, sem desconsiderar os aspectos biológicos e sociais, sabe-se que aspectos como constituição do sistema nervoso central e temperamento, a família e seus processos educativos, a interação no contexto escolar e, finalmente a interação ocorrida entre as diferentes instituições com a comunidade e a sociedade inserida em um contexto histórico cultural, podem configurar condições sociais de vulnerabilidade e interferirem nos processos de desenvolvimento psicológico, abrindo espaço para se instaurarem comprometimentos na saúde mental em longo prazo na vida do indivíduo. Por meio de estudos baseados em metodologias qualitativas, quantitativas, interventivos e mistos, esta linha de pesquisa objetiva analisar as variáveis institucionais no contexto da família, núcleo social e escolar em interação com as variáveis individuais relativas à maturação e funcionalidade do sistema neuropsicológico, a fim de gerar ações voltadas para um desenvolvimento saudável do ser humano. Esta linha atua, portanto, com trabalhos voltados a promoção, prevenção e tratamento da saúde mental ao longo do desenvolvimento psicológico, sendo seu foco final a criança e o adolescente. Tem como produtos metodologias, procedimentos, protocolos, instrumentos educativos e de intervenção, entre outros.