Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Patologia Ambiental e Experimental

Dissertações Defendidas - 2016

Título: Expressão astrocitária da proteína fibrilar glial ácida (GFAP) e concentrações plasmáticas de TNF-α e IL-1β em ratos tratados com amitriptilina, gabapentina, metadona e morfina
Autor(a): Gisele Ferreira Amaral
Orientador(a): Eduardo Fernandes Bondan
Data da defesa: 23/02/2016
Resumo: Citocinas pró-inflamatórias e células gliais, principalmente micróglia, têm sido implicadas na sensibilização da dor persistente. Menos conhecido é o papel dos astrócitos nessa regulação. O objetivo do estudo foi o de medir os níveis plasmáticos de IL-1β e TNF-α e a expressão do marcador astrocitário GFAP, após administração, em ratos saudáveis, de doses terapêuticas de curta duração de algumas drogas comumente utilizadas no tratamento da dor neuropática. Ratos Wistar machos foram divididos em cinco (5) grupos, recebendo por nove (9) dias- (1) amitriptilina (Amt- 10 mg/kg/dia, por gavagem solução); (2) gabapentina (Gb- 60 mg/kg/dia, por gavagem); (3) metadona (Me- 4,5 mg/kg/dia, via intraperitoneal - IP); (4) morfina (Mo- 10 mg/kg/dia, IP); ou (5) salina a 0.9%, IP). Amostras do encéfalo foram coletadas para estudo imuno-histoquímico da expressão astrocitária de GFAP no tronco encefálico e núcleo accumbens (NAc). A área das células GFAP-positivas foi calculada com uso do programa Metamorph e os níveis plasmáticos de citocinas foram determinados por ELISA. Enquanto os níveis de TNF-α diminuíram nos grupos tratados com Mo, Me e Gb, a IL-1β diminuiu apenas com a Me. A expressão astrocitária de GFAP diminuiu no tronco encefálico com todas as drogas, enquanto aumentou no NAc com Amt, Me e Mo.

Palavras-chave: Astrócitos; Citocinas; Analgésicos; Dor Neuropática.
Área de Concentração: Patologia Ambiental e Experimental
Linha de Pesquisa: Modelos Experimentais em Patologia e Toxicologia
Grupo de Pesquisa da UNIP cadastrado no CNPq: Toxicologia do sistema nervoso central


Título: Análise antimicrobiana de óleos essenciais de Iryanthera ulei e avaliação da sua composição ante fatores climáticos
Autor(a): Natalina Horacio da Silva
Orientador(a): Ivana Barbosa Suffredini
Data da defesa: 26/02/2016
Resumo: Óleos essenciais são produtos obtidos de plantas por meio de hidrodestilação, considerados misturas complexas de substâncias voláteis lipofílicas e odoríferas que podem sofrer alterações sazonais, tanto no tipo de composto apresentado, como na quantidade de cada um dos componentes. Iryanthera ulei é uma das espécies conhecidas popularmente como “ucuubarana”, da família das Myristicaceae. É uma árvore que cresce em estado selvagem na Amazônia que, embora pouco estudada, é conhecida pelos seus efeitos curativos pelos índios da região como antimicrobiano, contra febre, malária e anemia. No presente trabalho, 29 óleos essenciais obtidos de dois indivíduos de Iryanthera ulei foram testados contra as cepas Staphylococcus aureus (ATCC 29213), Enterococcus faecalis (ATCC29212), Streptococcus mutans (ATCC 25175), Escherichia coli (ATCC25922, isolados AVA51/A, 35ª e 31/1A), Pseudomonas aeruginosa (ATCC9027 e 27853) e Candida albicans (ATCC10231). Foram também estudados quanto à composição química por cromatografia gasosa acoplada a espectrômetro de massas. Nas coletas 10OE e 15OE foram identificados, por meio de seu tempo de retenção e obtenção dos índices de Kovats, os compostos delta-elemeno, ciclosativeno, beta-elemeno, alfa-amorfeno, epizonareno, alfa-muuroleno, elemol, nerolidol-Z, espatulenol, globulol, viridiflorol, guaiol, ledol, cubenol 1,10-di-epi, isoespatulenol, eremoligenol, cubenol 1-epi, tau-muurolol, torreiol, alfa-cadinol e calamenen-10-ol-trans. Os óleos essenciais apresentaram atividade contra as cepas de S. aureus, E. faecalis e S. mutans e não demonstraram atividade contra as cepas de bactérias Gram negativas e contra a levedura. Deste modo, as informações alcançadas no presente trabalho são abordadas pela primeira vez.

Palavras-chave: Iryanthera ulei; Ucuubarana; Óleos Essenciais; Cromatografia a Gás; Terpenos; Antimicrobiano.
Área de Concentração: Patologia Ambiental e Experimental
Linha de Pesquisa: Modelos Experimentais em Patologia e Toxicologia
Grupo de Pesquisa da UNIP cadastrado no CNPq: Toxicologia do sistema nervoso central


Título: Influência da exposição pré-natal ao LPS na seleção entre predação e cuidado materno de ratas na lactação
Autor(a): Tiberiade Mendes Lima
Orientador(a): Maria Martha Bernardi
Data da defesa: 28/03/2016
Resumo: O comportamento maternal é fundamental para a perpetuação das espécies; a prole nasce imatura e depende da habilidade da mãe em cuidar da prole e de si mesma. É comum que no pós-parto ocorram infecções maternas induzidas por bactérias Gram negativas, levando assim a prejuízos na homeostasia materna, apresentando o comportamento doentio. Dentro destes contextos de sobrevivência, os animais em seu ambiente natural necessitam tomar decisões rápidas quando expostos a situações conflitantes, sendo o equilíbrio no tempo e energia gastos nestes comportamentos apresentados, um fator crítico, tanto para sua sobrevivência como a de sua prole. Esta flexibilidade comportamental depende da existência da neuroplasticidade. Estas observações suscitaram a primeira questão, em que se avaliaram os efeitos de uma inflamação aguda no pós-parto interferir na seleção comportamental de ratas lactantes em cuidar da prole ou caçar insetos. Para induzir o comportamento doentio, empregou-se o LPS, uma endotoxina presente nas paredes de bactérias Gram negativas, como agente indutor de inflamação, conhecido classicamente por ativar o sistema imunológico. Desta forma, o primeiro experimento mostrou que a administração da endotoxina em lactantes no 5º/6º dia, no paradigma cuidar da prole ou caçar insetos, estas lactantes passaram mais tempo caçando e comendo os insetos em relação ao grupo controle, em detrimento de cuidar de sua prole. Estas fêmeas apresentaram aumento na imobilidade e nos níveis plasmáticos da citocina TNF-alfa, corroborando com a presença de inflamação materna. Os resultados mostraram que as fêmeas lactantes expostas ao LPS no 5º/6º dia de lactação escolheram mais o comportamento predatório em relação ao maternal, priorizando, assim, sua sobrevivência. Estudo anterior mostrou que a administração pré-natal de LPS reduziu o comportamento maternal. Desde que foi observado que a administração aguda do LPS levou à seleção do comportamento predatório em vez do comportamento maternal, surgiu a segunda questão: a administração pré-natal de LPS modificaria esta seleção em face de uma dose desafio do LPS? O segundo experimento avaliou a seleção comportamental em fêmeas que receberam LPS pré-natalmente e foram desafiadas entre os dias 5º/6º da lactação com a mesma endotoxina. Observou-se que as lactantes expostas à endotoxina pré-natalmente, desafiadas com solução salina, apresentaram poucos efeitos na seleção comportamental. No entanto, as lactantes tratadas pré-natalmente com LPS e desafiadas à mesma endotoxina, mostraram redução do comportamento maternal e um maior tempo gasto comendo os insetos apesar de maior imobilidade, apresentando, assim, o comportamento doentio. A dose desafio de LPS nestas lactantes não levou a modificações nos níveis plasmáticos da citocina TNF-alfa, sugerindo que estas apresentaram tolerância quando desafiadas à mesma endotoxina.

Palavras-chave: LPS; Comportamento Maternal; Predação; Preferência Olfatória; Epigenética.
Área de Concentração: Patologia Ambiental e Experimental
Linha de Pesquisa: Modelos Experimentais em Patologia e Toxicologia
Grupo de Pesquisa da UNIP cadastrado no CNPq: Toxicologia do sistema nervoso central


Título: Estudo dos efeitos de preparações homeopáticas de Phytolacca decandra na evolução de adenocarcinoma mamário em modelo murino
Autor(a): Luciana Nogueira
Orientador(a): Elizabeth Cristina Pérez Hurtado
Data da defesa: 29/04/2016
Resumo: Homeopatia é uma terapia eficiente e segura que contribui na melhora da qualidade de vida e atenua os efeitos adversos da terapia convencional ante diferentes doenças. Entretanto, até o momento, são poucos os estudos mostrando os efeitos das preparações homeopáticas no desenvolvimento de tumores. Segundo a literatura homeopática clássica, a Phytolacca decandra é considerada como uma boa opção no tratamento de tumores mamários, assim, o objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos de preparações homeopáticas de Phytolacca decandra no desenvolvimento do adenocarcinoma mamário em modelo murino. Para isto, células de adenocarcinoma mamário 4T1 foram injetadas subcutaneamente em camundongos fêmeas BALB/c e, em seguida, tratados ou não com água contendo Phytolacca nas potências 6, 12, 30, 200CH ou veículo, em cego, por vinte dias. O crescimento do tumor foi monitorado em dias alternados e, após eutanásia, o tumor, baço e pulmões foram removidos cirurgicamente para estudos histológicos e imuno-histoquímicos. Resultados demonstraram diferentes efeitos entre as potências. Os animais tratados com 30CH apresentaram retardo no crescimento do tumor, menor peso do tumor e menor angiogênese; o tratamento com 12CH proporcionou menor fibrose e menor hemorragia/congestão no pulmão, esta última verificada também no tratamento com 200CH; porém, não houve diferença na presença de focos de metástase pulmonar entre os grupos. O grupo tratado com 12CH teve marcação mais intensa de p53 em áreas de necrose, menor expressão de caspase-3 e maior expressão de c-erbB-2. O grupo tratado com 6CH apresentou maior angiogênese e p53 em células tumorais, e marcação mais intensa de p53 em áreas de necrose e alta expressão de caspase-3. O grupo tratado com 30CH, que nas análises iniciais demonstrou os resultados mais interessantes, não apresentou diferenças nas análises imuno-histoquímicas, além de apresentar menor área de marcação de p53 em áreas de necrose. Com resultados não relacionados e, em alguns casos, contraditórios, apesar de ser possível verificar que diferentes diluições no mesmo medicamento podem apresentar grande variedade de efeitos, não é possível afirmar que a Phytolacca decandra pode ser utilizadas com fins terapêuticos ou como adjuvante no tratamento do câncer de mama. Para isso, outros estudos aprofundados e com outras vias de ação serão necessários.

Palavras-chave: Homeopatia; Phytolacca decandra; Células de Adenocarcinoma Mamário 4T1; Modelos Animais.
Área de Concentração: Patologia Ambiental e Experimental
Linha de Pesquisa: Biologia da Diferenciação e Transformação Celular: Modulação por Fatores Endógenos e Exógenos
Grupo de Pesquisa da UNIP cadastrado no CNPq: Biologia da diferenciação e transformação celulares: modulação por fatores endógenos e exógenos


Título: Propentofilina previne o comportamento doentio e o comportamento depressivo induzido por lipopolissacarídeo em ratos
Autor(a): Márcia Maria Tivelli Moraes
Orientador(a):
Thiago Berti Kirsten
Data da defesa: 27/06/2016
Resumo: Estudos recentes têm demonstrado a relação entre a depressão e distúrbios imunológicos. Sabendo-se da eficácia limitada dos medicamentos antidepressivos existentes e os efeitos anti-inflamatórios da propentofilina, o objetivo deste estudo foi usar propentofilina como um possível tratamento para a depressão. Utilizamos um modelo de comportamento depressivo em ratos induzido por administrações repetidas de lipopolissacarídeo (LPS). Estudamos o comportamento doentio, avaliando o peso diário corporal, o comportamento em campo aberto e os níveis plasmáticos do fator de necrose tumoral alfa (TNF-α). Foram aferidos os níveis de ansiedade pelo teste do claro-escuro. A avaliação do comportamento depressivo foi realizada por meio do teste do nado forçado. Os níveis plasmáticos do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) também foram avaliados como biomarcador de depressão. A exposição ao LPS induziu a perda de peso corporal, prejuízos comportamentais no campo aberto (diminuição da locomoção e do levantar e aumento da imobilidade) e aumentou os níveis plasmáticos de TNF-α em ratos, em comparação com o grupo controle. Assim, o LPS induziu comportamento doentio 24 e 48 horas após sua exposição. Administrações repetidas de LPS também aumentaram a imobilidade e reduziram a escalada no teste do nado forçado, em comparação com o grupo de controle, isto é, o LPS induziu o comportamento depressivo em ratos. A propentofilina preveniu o comportamento doentio após quatro dias consecutivos de tratamento, bem como preveniu o comportamento depressivo após cinco dias consecutivos de tratamento. Nem o LPS nem a propentofilina influenciaram os níveis de ansiedade e de BDNF nos ratos. Concluindo, a administração de LPS induziu comportamento doentio e comportamento depressivo em ratos por meio de via inflamatória. A propentofilina preveniu tanto o comportamento doentio quanto o comportamento depressivo, incluindo para os parâmetros comportamentais e imunológicos. Os presentes achados podem contribuir para uma melhor compreensão e tratamento da depressão e doenças associadas.

Palavras-chave: Depressão; Ansiedade; Campo Aberto; Claro-Escuro; Nado forçado; TNF-α.
Área de Concentração: Patologia Ambiental e Experimental
Linha de Pesquisa: Modelos Experimentais em Patologia e Toxicologia
Grupo de Pesquisa da UNIP cadastrado no CNPq: Toxicologia do sistema nervoso central


Título: Preparações homeopáticas dinamizadas em frasco de vidro e plástico e sua influência na fagocitose in vitro
Autor(a): Luciane Costa Dalboni
Orientador(a): Leoni Villano Bonamin
Data da defesa: 02/12/2016
Resumo: De acordo com a chamada “hipótese da sílica”, a informação dos materiais originais para o preparo de medicamentos homeopáticos seria transferida por epitaxia sobre nanopartículas (NP) de sílica, em função do processo de agitação e diluição, nas potências subsequentes. Objetivo: Comparar os efeitos biológicos de preparações homeopáticas dinamizadas em frasco de vidro e plástico para verificar o papel da sílica no mecanismo de ação dos medicamentos homeopáticos. Métodos: Arsenicum album nas diluições 30K, 6CH e 200CH, dinamizado em frascos de vidro e plástico, foi utilizado para tratar macrófagos RAW 264.7 mantidos em cocultura com leveduras. A morfologia celular foi analisada por microscopia de luz e microscopia de fluorescência. A atividade oxidativa foi analisada pela dosagem de metabólitos do óxido nítrico (método de Griess) e 13 citocinas foram dosadas pelo método Luminex-Magpix. A composição das micropartículas presentes nos medicamentos foi analisada por microscopia eletrônica de varredura associada à espectroscopia por dispersão de energia de Raios-X. A condutância dos medicamentos também foi analisada. Resultados: Somente os medicamentos dinamizados em frascos de vidro apresentaram sílica na composição das micropartículas em suspensão, as quais mostraram composição totalmente randômica e sem relação com os efeitos biológicos. O tratamento com Arsenicum album 30K dinamizado em frasco de plástico apresentou aumento no spreading fagocitário em relação aos controles; porém, sem alterações no índice fagocítico e na dosagem de óxido nítrico. O Arsenicum album 6CH dinamizado em plástico induziu aumento de citocinas pró-inflamatórias sem alteração morfológica das células. O medicamento Arsenicum album 200CH, também dinamizado em frasco plástico, induziu aumento no spreading, no índice fagocítico e na produção de óxido nítrico. Discussão e conclusão: Efeitos inespecíficos do plástico sobre a atividade dos macrófagos podem estar relacionados à presença aleatória de resíduos orgânicos desprendidos durante a desinfecção dos frascos e a sucussão; contudo, a participação da sílica parece improvável. O MEV+EDX e condutância parecem ser ferramentas úteis para o controle de qualidade de preparações homeopáticas.

Palavras-chave: Homeopatia; Sílica; Macrófagos; Farmacotécnica.
Área de Concentração: Patologia Ambiental e Experimental
Linha de Pesquisa: Modelos Experimentais em Patologia e Toxicologia
Grupo de Pesquisa da UNIP cadastrado no CNPq:


Título: Neoangiogênese peritoneal e inibição do crescimento tumoral em camundongos portadores do tumor ascítico de Ehrlich tratados com albendazol
Autor(a): Naiane Clara Clemento
Orientador(a): José Guilherme Xavier
Data da defesa: 08/12/2016
Resumo: A dependência da neovascularização para o crescimento é uma característica central da biologia tumoral. A vasculatura governa a fisiopatologia dos tumores sólidos, incluindo os processos de crescimento, invasão, metastatização e a ascite maligna. A formação da ascite em pacientes com câncer em estágio avançado é um problema de difícil manejo na clínica oncológica. Previamente foi demonstrada a supressão da efusão em camundongos nude portadores de carcinoma ovariano, tratados intraperitonealmente com albendazol (ABZ). Neste estudo testou-se a eficácia do ABZ contra o desenvolvimento do tumor de Ehrlich na forma ascítica, avaliando-se o derrame cavitário, a celularidade tumoral e a angiogênese peritoneal. Métodos: Vinte e quatro camundongos BALB/c fêmeas com 8 semanas de idade foram inoculadas intraperitonealmente com 5 x 106 células tumorais, e 6 animais mantidos sem manipulação. Após 7 dias, os camundongos inoculados foram aleatoriamente distribuídos em grupos SHAM, recebendo 1,0 mL hidroperoxi-metil-celulose(HPMC)/ip.; e ABZ, recebendo 1,0 mL albendazol (150mg/kg) suspenso em HPMC/ip. Os animais foram eutanasiados 3 e 5 dias após o tratamento. O fluido ascítico e as células tumorais foram colhidos e quantificados. O peritônio foi fixado em formol a 10%, histologicamente processado e submetido à imunomarcação para o fator VIII, procedendo-se amplificação com o método da streptavidina-biotina-peroxidase. Resultados: Não houve diferença quantitativa em relação ao processo efusivo, porém, a celularidade tumoral foi significantemente reduzida em animais do grupo ABZ em comparação aos do grupo SHAM (p<0,001,ANOVA/Tukey-Kramer). Em oposição, evidenciou-se um aumento na angiogênese em animais tratados com ABZ quando comparados aos do grupo SHAM (p<0,001, ANOVA/Tukey-Kramer). Conclusão: ABZ é um carbamato benzimidazólico anti-helmíntico largamente utilizado, atuando como uma droga ligante de microtúbulos, uma possível explicação para o efeito antiproliferativo identificado sobre o tecido tumoral. Estudos adicionais serão necessários para elucidar os mecanismos envolvidos nessa resposta.

Palavras-chave: Albendazol; Angiogênese; Tumor de Ehrlich.
Área de Concentração: Patologia Ambiental e Experimental
Linha de Pesquisa: Biologia da Diferenciação e Transformação Celular: Modulação por Fatores Endógenos e Exógenos
Grupo de Pesquisa da UNIP cadastrado no CNPq:


Título: Privação alimentar materna na geração F0 e dieta hipercalórica na geração F1 reduzem a expressão de GFAP em diversas áreas do SNC após desafio imunológico da geração F2
Autor(a): Thais Bandouk Carvalho Ogassawara
Orientador(a): Eduardo Fernandes Bondan
Data da defesa: 08/12/2016
Resumo: No presente estudo, foram analisados os efeitos da privação alimentar na gestação da geração F0 combinada com a dieta hipercalórica (HD) na puberdade da geração F1 sobre o comportamento dos astrócitos das gerações F1 e F2. O comportamento dos astrócitos foi investigado pela análise imuno-histoquímica da expressão da proteína glial fibrilar ácida (GFAP) em diversas áreas do sistema nervoso central (SNC) incluindo córtex frontal, parietal, núcleo accumbens, núcleos periventricular e arqueado do hipotálamo, ponte e camadas molecular e granular do cerebelo das gerações F1 e F2. Além disso, foram observados os efeitos da ativação imunológica pelo LPS na geração F2. Na geração F1, foi observado um aumento da expressão de GFAP nos ratos fêmeas que receberam HD na puberdade em relação àqueles que receberam dieta normocalórica (ND) no mesmo período. Nos machos da geração F2, foi observada uma significativa redução da expressão de GFAP em ambos os grupos cujas mães receberam HD, tratados ou não com LPS, em comparação aos grupos cujas mães receberam ND, com ou sem LPS. Esses dados sugerem que a atenuação do efeito do LPS pode ter ocorrido pelo efeito transgeracional provocado tanto pela privação alimentar durante o período gestacional na geração F0, quanto pela HD na puberdade da geração F1.

Palavras-chave: Astrócitos; Dieta Hipercalórica; Efeitos Transgeracionais; Privação Alimentar Materna.
Área de Concentração: Patologia Ambiental e Experimental
Linha de Pesquisa: Modelos Experimentais em Patologia e Toxicologia
Grupo de Pesquisa da UNIP cadastrado no CNPq:


Título: Isolamento e produção de enzimas por Malassezia pachydermatis de cães com otite ou dermatite e cães sadios
Autor(a): Eliana Cumino Chiurco
Orientador(a): Selene Dall´Acqua Coutinho
Data da defesa: 12/12/2016
Resumo: Malassezia spp. são leveduras do microbioma cutâneo animal e humano e podem causar infecções oportunistas. O objetivo deste projeto foi pesquisar a presença da levedura em cães com otite e/ou dermatite e em animais sadios, comparando a frequência de isolamento e parâmetros epidemiológicos, assim como a produção das enzimas fosfolipase e proteinase, a fim de verificar sua relação com a patogenicidade das cepas isoladas. Amostras clínicas de 28 cães doentes e 33 cães sadios foram coletadas, totalizando 183 amostras, sendo 61 de conduto auditivo esquerdo, 61 de conduto auditivo direito e 61 de pelame, que foram semeadas em placas de Petri, contendo meio de Dixon modificado. As colônias isoladas foram estudadas macro e micromorfologicamente, e identificadas fenotipicamente. A pesquisa de fatores de virulência foi realizada por meio da avaliação de produção das enzimas fosfolipase e proteinase empregando-se como substratos gema de ovo e albumina sérica bovina, respectivamente. Malassezia pachydermatis foi detectada em 85,71% (24/28) dos animais doentes, sendo 53,57% (15/28) positivos somente em condutos auditivos, 10,71% (3/28) em pelame e 21,42% (6/28) em ambos. Já nos sadios, a positividade ocorreu em 90,90% (30/33) dos animais, sendo 72,72% (24/33) em condutos auditivos, 12,12% (4/33) em pelame e 6,06% (2/33) em ambos. Não foram observadas diferenças estatísticas na ocorrência de M. pachydermatis entre os sexos. A levedura foi isolada em maior frequência de condutos do que de pelame nos dois grupos estudados. A faixa etária com maior concentração de amostras para os dois grupos foi ≥ 1 ano a < 8 anos. Em relação à fosfolipase, verificou-se que 100% das cepas oriundas de animais sadios e 88,37% de animais doentes produziram a enzima. Proteinase foi produzida por 97,91% e 100% das cepas provenientes de cães sadios e com infeção, respectivamente. Não houve diferença estatística na produção destas enzimas entre os grupos, o que pode sugerir que o caráter patogênico da levedura não esteja ligado exclusivamente à produção das enzimas analisadas, mas sim a uma somatória de fatores ainda não conhecidos em relação ao gênero Malassezia.
Palavras-chave: Malassezia spp.; Cães; Fatores de Virulência;  Proteinase; Fosfolipase;
Área de Concentração: Patologia Ambiental e Experimental
Linha de Pesquisa: Patogenia das Enfermidades Infecciosas e Parasitárias
Grupo de Pesquisa da UNIP cadastrado no CNPq: Clininfec - Clínica e doenças infecciosas veterinárias


Título: Estudo transgeracional da expressão astrocitária de GFAP após dieta hipercalórica em ratas
Autor(a): Jéssica Molina
Orientador(a): Eduardo Fernandes Bondan
Data da defesa: 12/12/2016
Resumo: Sabe-se que a obesidade tem tomado proporções alarmantes em todo o mundo nas últimas décadas, sendo considerada um problema grave de saúde e um fator de risco para o diabetes, a hipertensão arterial sistêmica, alguns tipos de câncer, certas desordens reprodutivas e distúrbios metabólicos. Neste estudo, objetivou-se observar a resposta astrocitária transgeracional em diferentes áreas do sistema nervoso central (SNC) por meio da expressão da proteína glial fibrilar ácida (GFAP) após uma dieta hipercalórica (HD) em ratas.  Observou-se que ratas alimentadas com HD altamente palatável (Ensure ®) durante a puberdade (23-65 dias de idade) apresentaram aumento significativo da expressão de GFAP em todas as áreas do SNC avaliadas, quando comparadas às ratas que receberam dieta normocalórica (ND) na geração F0. Ao analisar-se a reação astrocitária após desafio com lipopolissacarídio (LPS) na geração F1, foram observadas alterações fenotípicas adaptativas, com redução da área de processos astrocitários nas diferentes áreas do SNC analisadas após desafio com LPS nos machos nascidos das mães que receberam HD em relação àqueles originários de mães alimentadas com ND.

Palavras-chave: Dieta Materna; Astrócitos; Efeitos Transgeracionais;
Área de Concentração: Patologia Ambiental e Experimental
Linha de Pesquisa: Patogenia das Enfermidades Infecciosas e Parasitárias
Grupo de Pesquisa da UNIP cadastrado no CNPq:


Título: Morfodiferenciação do órgão de Gené de carrapatos fêmeas ingurgitadas Amblyomma sculptum Berlese, 1888 (Acari: Ixodidae)
Autor(a): Marcelo Francisco dos Santos
Orientador(a): Maria Anete Lallo
Data da defesa: 13/12/2016
Resumo: Carrapatos fêmeas possuem um órgão, denominado órgão de Gené (OG), que tem participação essencial na oviposição e, consequentemente, no sucesso da reprodução desses animais. Apesar da estrutura do OG ter sido descrita há mais de um século e meio, a descrição da sua morfologia, bem como da sua função, no decorrer do processo reprodutivo, ainda é pouco conhecida. O presente estudo descreveu a morfohistoquímica do OG de A. sculptum ingurgitados, no intervalo entre o desprendimento do hospedeiro, após a alimentação, até próximo da oviposição. Os resultados mostraram que o OG nessa espécie é constituído por dois (2) pares de glândulas e que as células glandulares que as compõem estão unidas, lateralmente, por um sistema imbricado de membranas que se interdigitam e por complexos juncionais que, gradativamente vão desaparecendo à medida que o animal está próximo da oviposição. Os resultados histoquímicos mostraram que as inclusões lipídicas aumentaram no decorrer do processo de desenvolvimento do OG. Contrariamente, a quantidade de glicogênio foi gradativamente diminuindo e, na fase que antecedeu a oviposição, estava restrita a poucas células glandulares. Já as proteínas foram evidenciadas somente na fase que antecedeu a oviposição. Diante desses fatos, podemos afirmar que o glicogênio foi utilizado para o metabolismo interno da célula enquanto que os lipídeos e proteínas, provavelmente, foram usados para compor a cera produzida pelo OG. A morfologia ultraestrutural dessas células mostrou que as mesmas possuíam baixa atividade sintética, sugerindo que os precursores da secreção são oriundos da hemolinfa, sendo as células glandulares apenas um local para a organização do produto final.

Palavras-chave: Ixodideo; Amblyomma sculptum; Órgão de Gené; Fêmea ingurgitada; Morfohistoquímica; Cera do ovo.
Área de Concentração: Patologia Ambiental e Experimental
Linha de Pesquisa: Modelos Experimentais em Patologia e Toxicologia
Grupo de Pesquisa da UNIP cadastrado no CNPq: Clininfec - Clínica e doenças infecciosas veterinárias