Campus Santos participa de mapeamento da COVID-19 na Baixada Santista

O campus Santos da Universidade Paulista – UNIP é uma das instituições de Ensino Superior envolvida no mapeamento do novo coronavírus (COVID-19) na Baixada Santista. Realizada pela Fundação Parque Tecnológico de Santos e denominada Epidemiologia da COVID-19 na Região Metropolitana da Baixada Santista (Epicobs), trata-se de uma pesquisa regional inédita que visa identificar, por amostragem, o percentual de pessoas que moram na região e já tiveram contato com o novo coronavírus. 

O diretor geral do campus Santos, Edison Monteiro, coordena o estudo por parte da UNIP, que conta ainda com a participação dos professores e biólogos do Instituto de Ciências da Saúde, doutora Andréa Gobetti e doutor Bruno Carli, e da professora e psicóloga do Instituto de Ciências Humanas, mestra Andrea Poppe. O grupo, formado por mais de 40 pesquisadores, é coordenado pelo médico infectologista da Secretaria de Saúde de Santos, Marcos Caseiro, pelo médico e pesquisador Marcos Calvo e pelo secretário municipal de governo e mestre em Saúde Coletiva, Rogério Santos.

O mapeamento teve início no dia 1º de maio e será dividido em quatro fases, com o objetivo de identificar a soroprevalência e analisar o avanço da COVID-19 nos municípios de Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá, Cubatão, Itanhaém, Peruíbe, Bertioga e Mongaguá. Em cada etapa, cerca de 2.500 pessoas, escolhidas aleatoriamente, farão o teste rápido que apontará se já tiveram contato com o vírus, por meio da identificação de anticorpos.

Os testes serão aplicados de forma proporcional, considerando a densidade populacional de cada município, com o objetivo de identificar por amostragem científica o percentual da população com anticorpos para o vírus. Com esses dados, será possível avaliar a velocidade de expansão da infecção, determinar casos de assintomáticos e obter percentuais precisos da letalidade pela COVID-19 na Baixada Santista.

O projeto é financiado pelo Conselho de Desenvolvimento Metropolitano da Baixada Santista (Condesb), sem nenhum tipo de custo para os participantes que consentirem em contribuir com a pesquisa. Segundo os coordenadores do estudo, técnicos municipais irão às residências dos selecionados para realizar o exame, que consiste na coleta de uma gota de sangue dos dedos e preenchimento de questionário detalhado.