Educação mostra-se essencial em tempos de isolamento social

Para a coordenadora geral do curso de Letras da UNIP, Roseli Gimenes, “a prática leva à criação e, em tempos de isolamento social, criar acrescenta muito ao espírito humano.” No mundo inteiro, rápida e inesperadamente, a Educação precisou ser criativa para ficar frente a frente com muitos estudantes por meio de aulas remotas on-line (ao vivo), mantendo-se ativa e com atividades. O sucesso da empreitada deve-se a professores que se mostram essenciais nesse período da pandemia causada pelo novo coronavírus (COVID-19). O filósofo Yuval Noah Harari, em 2018, antecipou as revoluções pelas quais o gênero humano vem passando e apontou que educadores deveriam ensinar a abraçar o desconhecido e a manter o equilíbrio mental. Aos professores e professoras coube, então, a flexibilidade mental para assumir um novo modelo educacional preconizado pelas Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC). Compreender que a tecnologia não é “ruim” se usada adequadamente para a Educação, tornou-se, no melhor sentido, uma palavra de ordem.

“Durante a pandemia por que passamos, os educadores assumiram suas aulas em tempo real dando não somente tranquilidade aos estudantes para que pudessem continuar seus estudos, suas atividades, mas também proporcionando um convívio diário muito próximo daquele da sala de aula. Para além de conteúdos, os professores podem enfatizar a necessidade de que a consulta on-line também é possível. As chamadas TAA, Tecnologias de Aprendizagens Ativas, puderam ser compreendidas, antes de mais nada, pela prática de uma metodologia como a da sala de aula invertida. Nela, os estudantes são protagonistas porque suas pesquisas antes da chegada às telas em seus horários de aula serão fundamentais na aprendizagem. Também por meio de atividades assim foi possível atender, em um primeiro momento, àqueles estudantes com dificuldades de acesso integral à internet. E essas atividades mostraram-se muitas vezes preciosos estudos de casos nas aulas ao vivo”, ressalta a coordenadora e professora Roseli Gimenes.

De acordo com o professor da Universidade de Coimbra, Boaventura de Sousa Santos, em seu recente livro A cruel pedagogia do vírus (2020), a sociedade vive nos últimos 40 anos uma pandemia da crise, ou uma crise pandêmica, e a pandemia do novo coronavírus aumenta ainda mais a crise já existente. Para Roseli Gimenes, “se em momentos de exceção, como este agora vivido, é possível criar momentos de tranquilidade nos estudos, eles nos são dados por educadores dedicados que de tudo fazem para manter o equilíbrio mental e ajudar seus alunos nesta difícil passagem.”