Grupo UNIP-OBJETIVO recebe Kevin Beary para palestra sobre Segurança em Universidades e Escolas

Especialista de longa carreira em segurança nos EUA, Kevin Eugene Beary esteve na noite do dia 26 de setembro, no auditório do campus Paraíso, em São Paulo, para ministrar relevante palestra sobre Segurança em universidades e escolas, assunto de primeira ordem nos dias atuais.

Nascido em uma família de cinco gerações de policiais, Kevin Beary foi sheriff por 16 anos de Orange County, na Flórida, e atuou como delegado regional deste estado norte-americano por 42 anos. Coleciona ainda outras importantes qualificações, como ter trabalhado na força-tarefa contraterrorismo do FBI, em unidades de pesquisa e gerenciamento de emergência, em operações da SWAT, como mentor no Afeganistão em um programa do Departamento de Defesa dos EUA e como professor universitário da área de segurança por mais de 30 anos, entre muitas outras atividades.

O evento foi promovido pelo Grupo Impacto e voltado para colaboradores de segurança do Grupo UNIP-OBJETIVO, chefes de campus, professores, coordenadores, diretores e policiais da PM-SP. A jornalista Jaqueline Frizon, como mestre de cerimônia, anunciou os convidados que compuseram a mesa: o ator e empresário, Carlos Casagrande, responsável também pela recepção do evento; o ex-combatente do exército americano e sócio do Grupo Impacto na Flórida, David Zeckser; o major do Décimo Primeiro Batalhão de Polícia Militar de São Paulo, André Eduardo Silva; o tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo, Miguel Coimbra; o coordenador do curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Engenharia de Produção da UNIP e coordenador do curso de Logística UNIP-EaD, Herbert Gonçalves Espuny; o coordenador do curso de Direito do campus Tatuapé, Wagner Ginotti Pires; e os coordenadores gerais do curso de Direito da UNIP, Sérgio Vallim e Rubem Garcia.

Durante a palestra, Kevin Beary ressaltou que a falta de segurança em ambiente escolar é uma preocupação de todos, instituições e comunidade, por isso, as escolas e a polícia precisam trabalhar em conjunto para conter o problema. “É necessário um programa de treinamento de emergência para que todos saibam como agir caso alguma coisa aconteça. Precisamos ter medidas apropriadas de segurança e elas precisam ser praticadas com diretores, professores, alunos e funcionários”, destacou o norte-americano.

Outro caminho eficiente são os mecanismos preventivos de mediação de conflito. Nesse sentido, é importante incentivar a todos, sobretudo os alunos, a reportarem a um segurança ou aos próprios professores suas preocupações em relação a alguma pessoa. O sheriff recomenda: “Não deixem de lado, repassem qualquer informação que julguem suspeita para que as pessoas da inteligência possam tomar as decisões e fazer o que deve ser feito.”

Ao ser questionado sobre as características de pessoas que cometem assassinatos em massa, Kevin Beary perfilou um potencial atirador como uma pessoa que apresenta escaladas de raiva, comportamentos erráticos, ideias suicidas e que, geralmente, descreve e desenha cenas de violência ou armas. “Esses indivíduos passam a ter comportamentos inadequados em relação às mulheres, passam a cometer violência doméstica com seus filhos ou pais. Em sua maioria, são homens que apresentam um olhar frio, que focam em você a ponto deixá-lo desconfortável.”

O especialista também deu ênfase ao uso da tecnologia como apoio à segurança escolar. Atualmente, é possível trabalhar com dispositivos que ajudam a rastrear pessoas, monitorar o acesso à internet, acionar alarmes ou até mesmo controlar o acesso a determinadas áreas. Segundo Beary, é preciso usar a “tecnologia de segurança, vídeos, câmeras, bloqueios, cartões magnéticos, crachá de identificação, para garantir que tudo esteja sendo acompanhado e registrado no ambiente das escolas e universidades. A tecnologia precisa ser usada de forma inteligente, sobretudo para o mapeamento e localização das pessoas.”

É fundamental também que a inteligência monitore as mídias sociais. Para ilustrar essa aplicação, o palestrante citou um caso ocorrido em Orlando, EUA, de um jovem que havia pesquisado no Google como usar o seu rifle e, pelo monitoramento das mídias sociais, a polícia chegou antes a ele e algumas vidas foram salvas. Casos de perseguição e assédio também podem ser detectados e evitados com esse tipo de monitoração.

Kevin Beary concluiu reforçando a importância do trabalho em conjunto entre todos – escolas, universidades, alunos, professores, cidadãos, instituições e polícia –, pois juntos faremos uma grande diferença. Por fim, o convidado especial da noite elogiou nosso país: “Essa é a minha quarta apresentação no Brasil e a qualidade dos alunos e professores aqui é impressionante, talvez os nossos alunos pudessem aprender com os seus alunos. Em todas as faculdades em que eu estive fui muito bem tratado por seu staff, e os pontos que nós discutimos são os mesmos que discutimos nos EUA, todos queremos um futuro mais seguro e eu diria que nós temos de fazer alguma coisa contra essas pessoas que querem praticar crimes violentos. Precisamos achar uma solução para protegermos nossas crianças no futuro.”