A Vice-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa comunica as defesas de maio de 2019

Data da defesa: 09/05/2019

Autor: Pedro Henrique Bolanho Simões

Orientador: Prof. Dr. Biagio Fernando Giannetti

Programa: Mestrado em Engenharia de Produção

Título: Pegada química das dioxinas e furanos no Brasil: custos e vulnerabilidade da população

Resumo: O inventário brasileiro de emissões e o modelo de avaliação de risco USEtox foram utilizados para calcular a pegada química das dioxinas e furanos no Brasil. Trata-se de estudo relevante, já que são evidentes os danos à saúde relacionados com a presença no ambiente desses poluentes orgânicos persistentes com alto potencial de causar impactos negativos ao ser humano. O Brasil e suas 27 unidades da federação são comparados levando em consideração a pegada química das fontes de emissão, os custos sociais associados e a vulnerabilidade ambiental das populações. A pegada química das dioxinas e furanos no Brasil se concentra em oito unidades federativas (SP, MG, RJ, ES, PA, PR, MA e BA) e é atribuída, principalmente, a três fontes de emissão: produção de metais ferrosos e não ferrosos, queima a céu aberto e disposição de efluentes e resíduos. A pegada química estimada para o Brasil no ano de 2018 é de 621 anos de vida perdidos ajustados por incapacidade e morte prematura. O cálculo dos custos sociais referente à ocorrência de doenças e mortes prematuras se baseou no valor monetário de um ano de vida, correspondendo ao custo total estimado de aproximadamente de US$30 milhões. Baseado nos resultados da análise de vulnerabilidade, os estados do Sudeste, RJ, SP, MG, ES, além do PR, foram classificados como vulneravelmente críticos. A pegada química se apresenta como ferramenta adequada para indicação de impactos à saúde humana e, associada à valoração monetária, produz resultados aplicáveis a diversas áreas de pesquisa.

 

Data da defesa: 25/05/2019

Autor: João Iosif Slobodticov

Orientador: Prof. Dr. Eduardo Fernandes Bondan

Programa: Mestrado em Patologia Ambiental e Experimental

Título: Influência da ivermectina e do estresse na histologia testicular de ratos púberes com 45 dias

Resumo: As avermectinas são os medicamentos antiparasitários mais vendidos no mundo, visto que são amplamente utilizados tanto na medicina veterinária e humana, quanto na agricultura. Estudos de nosso grupo têm revelado que a ivermectina (IVM) reduz o comportamento sexual em ratos machos e fêmeas, mesmo quando administrada em doses terapêuticas. O presente trabalho visou investigar a influência da IVM e do estresse por contenção na morfologia testicular de ratos púberes com 45 dias. Para tal, foram utilizados testículos de ratos Wistar que receberam 1 mg/kg de IVM, ou solução salina a 0,9%, por via SC aos 29 e aos 44 dias de vida, provenientes dos seguintes grupos experimentais: grupo injetado com salina; grupo injetado com IVM; grupo injetado com salina e submetido a estresse; grupo injetado com IVM e submetido a estresse. Foi realizada a determinação dos pesos corporal e testicular, do volume testicular, dos eixos maior e menor dos testículos, bem como a contagem de túbulos seminíferos totais e de túbulos, com e sem células descamadas na luz. Medidas morfométricas do epitélio seminífero, tais como diâmetro tubular e altura do epitélio germinativo, foram realizadas, assim como foi calculada a frequência de células intersticiais de Leydig e feita a análise histopatológica do tecido gonadal. Os resultados encontrados demonstram que a administração de IVM em ratos no período juvenil, na ausência do estresse, diminuiu o número de túbulos sem células descamadas na luz e aumentou o número de túbulos com células na luz, não modificando os demais parâmetros da morfometria testicular, exceto pelo aumento do eixo menor. O estresse reduziu o número total de túbulos e o número de túbulos sem células na luz, aumentando o número de túbulos com células descamadas no grupo salina com estresse em relação ao grupo salina sem estresse. A interação do estresse com a IVM reduziu, de forma marcante, o número de túbulos sem células na luz tubular e aumentou aqueles com presença de células na luz. O peso testicular relativo foi significativamente maior no grupo salina com estresse em relação ao grupo salina sem estresse. O eixo testicular menor aumentou significativamente nos grupos submetidos ao estresse e as células de Leydig diminuíram nesses mesmos grupos. Na análise histopatológica dos grupos tratados com IVM, salina com estresse e IVM com estresse, observou-se depleção no epitélio germinativo, bem como células na luz tubular com núcleos picnóticos. Conclui-se que doses terapêuticas de IVM administradas no período juvenil, associadas ou não ao estresse de contenção, causaram danos no tecido testicular dos animais, com desorganização celular no epitélio germinativo.

 

Data da defesa: 27/05/2019

Autor: Marcos Donizete de Sousa

Orientador: Prof. Dr. Pedro Luiz de Oliveira Costa Neto

Programa: Mestrado em Engenharia de Produção

Título: Sistemas de gestão da qualidade aplicados a micro e pequenas empresas para acesso a cadeias de suprimentos

Resumo: As micro e pequenas empresas (MPEs) são de grande importância para a economia brasileira. Esse porte de organização representa 99% dos estabelecimentos não agrícolas em nosso país e 53,9% dos empregos formais, sendo responsável, também, por 43,6% da massa salarial, chegando a atingir por volta de 27% do PIB. O objetivo deste trabalho é pesquisar como os Sistemas de Gestão da Qualidade (SGQ), embasados pela norma da International Organization for Standardization (ISO), série 9001:2015, podem tornar-se a filosofia fundamental das MPEs. Tal análise buscou alicerce no entendimento de que a qualidade é um requisito de grande importância para a escolha de produtos e serviços, tanto para as pessoas físicas quanto para as empresas. Secundariamente, almejou-se compreender como esse SGQ pode auxiliar o segmento, no que se refere à participação em cadeias de suprimentos. O estudo usa dois artigos como instrumento de pesquisa. Percebeu-se que MPEs focam planos de curto prazo e desenvolvem uma gestão baseada em pouca ou nenhuma participação dos subordinados nas decisões. Parte das companhias afirmam fazer uso dos conceitos da qualidade, mas desconhecem o conteúdo da norma ISO, série 9001:2015. Assim sendo, após os dois artigos, ficou mais clara a compreensão de que os conceitos básicos de gestão e qualidade ainda não são familiares às MPEs. Nesse contexto, sugere-se que as MPEs iniciem seu planejamento atrelando conceitos da norma ISO 9001:2015, usando sistemas de gestão que possibilitem a participação de todos, a fim de que os objetivos sejam desdobrados para toda a empresa. A capacitação e atualização dos colaboradores é ponto crucial nesse processo, para que ocorra aprendizado constante e retroalimentado. Destarte, erros devem ser analisados e tratados com as devidas ferramentas; riscos devem ser constantemente acompanhados e medidos, sempre segundo a norma ISO 9001:2015.

 

Data da defesa: 29/05/2019

Autor: Alexandre Fulnazari de Souza

Orientador: Profa. Dra. Márcia Terra da Silva

Programa: Mestrado em Engenharia de Produção

Título: A gestão logística de autopeças e o desempenho do processo de reparação veicular

Resumo: O presente estudo pesquisa a cadeia produtiva de reparo de veículo envolvendo uma seguradora, que por meio de uma apólice com o segurado indeniza o custo de reparo; a montadora, que provê as peças de reposição originais; e uma oficina reparadora que realiza o conserto. Nesse processo, a entrega das peças para substituição representa grande parcela do custo e do tempo de permanência do automóvel em reparação na oficina, e esse tempo converge ou não para a satisfação do cliente final. Com base nos orçamentos analisados de uma seguradora, constata-se que a substituição de peças representa cerca de 70% do montante gasto para a indenização do valor do conserto do automóvel e tal indicador mostra a importância de se estudar esse componente no processo de recuperação do bem. A operação de entrega das peças às oficinas varia de acordo com o país e sua legislação, com a seguradora e a logística adotada pela montadora do automóvel. O acompanhamento da logística de entrega de peças também deve ser parte integrante da operação de uma seguradora, já que ela oferece esse serviço ao cliente segurado. Esse monitoramento pode reduzir significativamente o tempo de reparo dos automóveis nas oficinas, contribuindo diretamente para a redução de seus custos, visando aprimorar assim o atendimento ao cliente. A literatura demonstra que a busca pela mensuração da qualidade de serviços tem se caracterizado como uma importante estratégia utilizada pelas organizações a fim de se obter vantagem competitiva. As empresas de serviços estão cada vez mais investindo em qualidade com o objetivo de agregar valor a seu produto. Uma seguradora de automóveis, por exemplo, não tem uma oficina própria que realize os reparos de um veículo, então, passa a se utilizar de parcerias com empresas do segmento para esse tipo de prestação de serviço e atendimento a seus clientes. O acompanhamento à qualidade de todo esse processo passa, então, a ser fundamental. O objetivo deste estudo é avaliar o impacto entre as deficiências no processo dos serviços de logística e compra de peças por uma seguradora, junto a concessionários das mais diversas marcas, e o tempo de permanência e conserto do automóvel na oficina, avaliando ainda os impactos dessa operação no atendimento e na satisfação do cliente segurado.