Teses Defendidas - 2025

Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Patologia Ambiental e Experimental

Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Patologia Ambiental e Experimental da UNIP é nota 5 na CAPES
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Título: Terapia celular adotiva: o potencial de linfócitos B-1 na modulação da glicemia e preservação do pâncreas endócrino no diabetes experimental

Autor(a): Ana Paula Soares da Silva
Orientador(a): Profa. Dra. Anuska Marcelino Alvares Saraiva
Data: 10/06/2026

Resumo: O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição das células β pancreáticas, resultando em deficiência de insulina e comprometimento da homeostase glicêmica. Estudos têm demonstrado que os linfócitos B-1 desempenham funções imunorreguladoras importantes e podem atuar na prevenção do diabetes autoimune experimental. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da transferência adotiva de linfócitos B-1 reprogramados metabolicamente sobre parâmetros glicêmicos, histopatológicos e imunológicos em camundongos XID submetidos à indução experimental do diabetes por estreptozotocina (STZ). Os animais foram distribuídos em grupos tratados com linfócitos B-1 produtores de insulina em diferentes momentos, precocemente ou após o estabelecimento do diabetes induzido. Foram avaliados quanto ao peso, evolução da glicemia, teste de tolerância à glicose intraperitoneal (TTGip), distribuição de linfócitos B-1 em diferentes tecidos, rastreio das células transferidas, morfologia pancreática e expressão de insulina nas ilhotas pancreáticas. A indução do diabetes por STZ promoveu hiperglicemia persistente, intolerância à glicose e alterações estruturais severas nas ilhotas pancreáticas. A transferência adotiva de linfócitos B-1 reprogramados resultou em respostas heterogêneas entre os animais, sendo observados indivíduos respondedores e não respondedores ao tratamento. Os animais respondedores apresentaram melhor controle glicêmico, bem como melhor capacidade de recuperação glicêmica após sobrecarga de glicose. Além disso, exibiram melhor preservação da arquitetura pancreática, com presença de ilhotas mais organizadas morfologicamente e imunomarcação compatível com a produção residual de insulina. Em contrapartida, os animais não respondedores apresentaram perfil semelhante ao grupo diabético não tratado, caracterizado por hiperglicemia persistente, elevada AUC e maior comprometimento estrutural pancreático, apesar da presença de insulina no tecido pancreático. A análise morfométrica das ilhotas não demonstrou diferenças estatisticamente significativas entre os grupos para área e perímetro, embora tenha sido observada tendência de melhor preservação morfológica em parte dos animais respondedores. A avaliação fenotípica revelou aumento da frequência de linfócitos B-1 no peritônio dos grupos tratados, no entanto, a análise individual demonstrou ausência dessas células no peritônio de animais respondedores, enquanto aumentavam no fígado, diferentemente do observado em animais não respondedores. No baço foi observada redução significativa dessa população em comparação ao grupo STZ, sugerindo possível modulação da resposta imune sistêmica após a transferência adotiva. A análise morfológica do inóculo revelou o surgimento de uma população celular de menor tamanho, presente com maior frequência do que os linfócitos esperados pelo cultivo padrão. Em conjunto, os resultados demonstram que a transferência adotiva de linfócitos B-1 reprogramados metabolicamente foi capaz de promover efeitos benéficos em parte dos animais tratados, contribuindo para a melhoria da tolerância à glicose e preservação parcial da função pancreática. Entretanto, a variabilidade observada entre os indivíduos indica que a resposta terapêutica pode depender de fatores relacionados tanto às características dos linfócitos transferidos, sua capacidade migratória e estabelecimento em diferentes órgãos, quanto a fatores ainda desconhecidos no hospedeiro, reforçando a complexidade dos mecanismos envolvidos e o potencial dos linfócitos B-1 como alvo para estratégias inovadoras no tratamento do DM1.

Palavras-chave: Diabetes Mellitus Tipo 1; Insulina; Transferência Adotiva; Estreptozotocina; Tolerância à Glicose.
Área de Concentração: Patologia Ambiental e Experimental.
Linha de Pesquisa: Patologia Integrada e Translacional.
Projeto de Pesquisa: Estudo in vivo do potencial de linfócitos B-1 capacitados metabolicamente à produção de insulina como alvo terapêutico no controle de Diabetes Mellitus.

Título: Estudo dos microRNAs 129, 139 e 181a na epilepsia idiopática em cães que realizam terapia medicamentosa

Autor(a): Beatriz França Isaac de Oliveira
Orientador(a): Prof. Dr. Eduardo Fernandes Bondan
Data: 25/06/2026

Resumo: A epilepsia idiopática é uma condição neurológica recorrente em cães e cuja etiologia ainda não é totalmente compreendida, acreditando-se ter uma base genética. Os microRNAs (miRNAs) são pequenos RNAs conhecidos por regular a expressão gênica pós-transcricional e desempenhar um papel crucial em processos celulares, incluindo diferenciação celular, proliferação e apoptose. Este estudo tem como objetivo investigar o papel dos microRNAs na epilepsia idiopática canina, com ênfase na expressão dos miRNAs 129, 139 e 181a, buscando-se elucidar a relação entre tal expressão e a resposta ao tratamento medicamentoso. O estudo analisou amostras de sangue de cães diagnosticados com epilepsia idiopática e em tratamento, incluindo aqueles que realizavam monoterapia e politerapia, bem como animais hígidos para comparação. A coleta de dados clínicos e de tratamento dos animais foi realizada com levantamento dos tipos de medicamentos utilizados. As amostras de plasma foram analisadas por PCR para determinar os níveis de expressão dos miRNAs 129, 139 e 181a. Os resultados encontrados nesse estudo mostraram que animais epilépticos idiopáticos tendiam a ter o miRNA 129 mais hiperexpresso em relação aos cães não epilépticos. Por sua vez, não foram encontradas diferenças entre os grupos de controle e os de animais epilépticos em relação aos miRNAs 139 e 181a, indicando a necessidade de mais estudos para elucidação de sua possível relação com a epilepsia idiopática em cães.

Palavras-chave: Biomarcadores; Cães; Epilepsia; MicroRNAs.
Área de Concentração: Patologia Ambiental e Experimental.
Linha de Pesquisa: Patologia Integrada e Translacional.
Projeto de Pesquisa: Estudo dos Micro-RNAs 181A, 129 e 132 na epilepsia idiopática em cães que realizam terapia medicamentosa.
Grupo de Pesquisa da UNIP cadastrado no CNPq: Neuropsicofarmacologia Experimental e Ambiental.

Título: Perfil químico, atividades biológicas e inibição do biofilme de Listeria monocytogenes por extratos vegetais de plantas amazônicas

Autor(a): José Rodrigo de Arruda
Orientador(a): Profa. Dra. Ivana Barbosa Suffredini
Data: 30/06/2026

Resumo: Listeria monocytogenes é um patógeno de relevância sanitária, capaz de persistir em superfícies por meio da formação de biofilmes, o que reforça a busca por substâncias naturais com potencial antioxidante e antibacteriano. Neste estudo, foram avaliados sete extratos vegetais brutos (EVBs), obtidos de seis espécies amazônicas, com o objetivo de relacionar composição química, atividade antioxidante e efeito sobre biofilme bacteriano aderido de Listeria monocytogenes. O perfil químico foi determinado por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas (CG-EM), seguida de curadoria analítica e análises quimiométricas por análise de componentes principais (ACP) e agrupamento hierárquico (HCA). A atividade antioxidante foi investigada pelos ensaios de sequestro do radical 2,2-difenil-1-picrilhidrazil (DPPH•) e de co-oxidação β-caroteno/ácido linoleico, enquanto os compostos fenólicos totais foram determinados pelo método de Folin-Ciocalteu. A viabilidade bacteriana do biofilme remanescente foi estimada pelo ensaio colorimétrico do sal de tetrazólio MTT {brometo de 3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5-difeniltetrazólio}. No DPPH•, N1251 apresentou maior AUC (área sob a curva) cinética corrigida na concentração máxima (AUC = 1,789; IC95%: 1,023–2,755). No sistema β-caroteno/ácido linoleico, N2186 exibiu maior proteção integrada ao pigmento (AUC = 36.648 %.min; IC95%: 35.331–37.679 %.min; AA50% = 0,050 mg/mL). No Folin-Ciocalteu, N1005 destacou-se com os maiores valores de TFT na maioria dos ensaios, alcançando até 452,60 µgEqT/g. Na avaliação antibiofilme, N2161 apresentou resposta mais reprodutível e perfil estatisticamente equivalente ao digluconato de clorexidina nas concentrações de 5 × 10⁻³ mg/mL e 5 × 10⁻⁴ mg/mL, nas comparações individuais de cada ensaio. Assim, os EVBs demonstraram perfis químicos e atividades biológicas distintas, destacando-se N1251, N2186 e N2161.

Palavras-chave: Cromatografia Gasosa Acoplada à Espectrometria de Massas; Ensaio de MTT; Floresta Amazônica; Folin-Ciocalteu; Quimiometria.
Área de Concentração: Patologia Ambiental e Experimental.
Linha de Pesquisa: Ecotoxicologia e Inovações Terapêuticas.
Projeto de Pesquisa: Avaliação da resposta biológica, farmacológica, toxicológica e química de extratos vegetais e óleos essenciais de plantas da flora amazônica, da mata atlântica e da antártica com interesse em medicina veterinária e ambiental.
Grupo de Pesquisa da UNIP cadastrado no CNPq: Atividades biológicas, farmacológicas e toxicológicas de produtos naturais.