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Biblioteca
STEIN,
Stanley J. Origens
e evolução da indústria têxtil no Brasil, 1850-1950.
Rio de Janeiro: Campus, 1979.
Este livro tem
como base uma análise economicista da história da indústria
têxtil no país. No entanto, nos 100 anos que se propõe a analisar
o autor faz uma boa reconstituição histórica. Começa com transição
do centro têxtil da Bahia (foi o primeiro centro têxtil do
algodão) para o sul do país. Segue a explicação do autor:
"A concentração
inicial da indústria nessa região pode ser atribuída à presença
de matéria-prima, fontes de energia e mercados rurais e urbanos.
Desde o fim do século XVIII a Bahia exportava algodão bruto,
cultivado no interior do estado. Na época colonial, crescera
em importância como centro produtor de açúcar, entreposto
comercial e capital administrativa."(35)
Importante notar
que devido ao seu tipo de abordagem relacionando energia e
produção o autor justifica que as fábricas ficavam perto dos
rios, pois não havia carvão para alimentar as indústrias.
Só no século
XIX as fábricas de algodão se consolidam, principalmente porque
a liberação da produção de tecidos (até então proibida) é
liberada e o Brasil conquista uma pequena produção. Pouco
ele fala sobre o uso e o destino dos tecidos no Brasil, quando
o coloca fala sobre os que mais são produzidos no país: tecidos
grossos de algodão
" ... roupa
para trabalhadores, escravos e livres, da cidade e do campo;
panos para ensacar açúcar e, particularmente, o café exportado
em quantidade cada vez maior."
Interessante
também é sua colocação que o Brasil não é um produtor de tecidos
de algodão, mas um fornecedor de matéria prima para a Inglaterra:
"Entre 1780
e 1820, o Brasil destacou-se como importante fornecedor para
as fábricas têxteis inglesas." (57)
Dentro do século
XIX possui a rivalidade dos tecidos importados, que não colocam
a qualidade e sim a aparência como dado que seduz o consumidor
(77). O acesso deste consumidor a esses luxos se dá via Casas
Importadoras, quase todas localizadas na Corte (Rio de Janeiro).
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